Em 2017, uma série espanhola sobre um assalto meticuloso à Casa da Moeda Real começou a ser exibida na Antena 3. O que parecia ser mais uma produção local rapidamente se transformou em um fenômeno global de proporções épicas. “La Casa de Papel” (ou “Money Heist”) não é apenas uma série; é uma franquia multimídia que redefiniu o gênero de assalto e capturou a imaginação de milhões. Criada pelo mestre do suspense Álex Pina, a narrativa do Professor e sua equipe de ladrões com nomes de cidades ultrapassou fronteiras, virou símbolo de resistência com “Bella Ciao” e se expandiu para remakes, spin-offs e documentários.
Para mergulhar na narrativa completa da franquia, a forma mais rica é seguir a ordem cronológica dos eventos dentro da história, e não a de lançamento. Esta linha do tempo revela a profundidade do universo criado por Álex Pina.
1. Berlim (2023)

Criação: Álex Pina e Esther Martínez Lobato
Este spin-off é a prequela canônica que mergulha no passado luxuoso e criminoso de Andrés de Fonollosa, o icônico Berlim (Pedro Alonso). Anos antes do assalto em Madrid, Berlim está em Paris, planejando um de seus golpes mais ousados: roubar joias no valor de 44 milhões de euros. Com a segunda temporada prevista para 2026, a série mostra Berlim reunindo uma nova equipe enquanto navega por triângulos amorosos perigosos. É a chave para entender a formação do personagem mais complexo da franquia.
Nota IMDb: 7.1/10
Conexão Canônica: A série é totalmente canônica e se passa antes da série original. Aparições de personagens como Raquel Murillo (Itziar Ituño) e Alicia Sierra (Najwa Nimri) em contextos anteriores fortalecem os laços com a trama principal.
2. Berlim e a Dama com Arminho (2026)

Direção: Albert Pintó, David Barrocal e José Manuel Cravioto
Continuação direta do primeiro spin-off, esta nova temporada (comercializada como uma minissérie independente) acompanha Berlim em um dos golpes mais ambiciosos de sua carreira. De olho em uma obra de arte valiosíssima, Berlim reúne sua equipe em Sevilha para um plano elaborado: fingir o roubo da icônica pintura renascentista “A Dama com Arminho”, de Leonardo da Vinci. O que começa como uma operação focada em arte, no entanto, logo se conecta a interesses pessoais e vingança contra um poderoso duque espanhol, transformando o assalto em algo muito maior.
Nota IMDb: 7.1/10
Curiosidade & Conexão Canônica: A grande ironia da trama é que a lendária pintura de Da Vinci, na verdade, era apenas uma isca. O verdadeiro alvo sempre foi o Duque de Málaga, que tentava chantagear Berlim. Cronologicamente, a série se situa antes do assalto à Casa da Moeda e antes de Berlim descobrir sua doença terminal, expandindo a trajetória de Andrés de Fonollosa no auge de sua forma.
2. La Casa de Papel (2017–2021)

Direção: Jesús Colmenar, Koldo Serra, entre outros
O coração do fenômeno. O Professor (Álvaro Morte) recruta seu irmão, Berlim, e mais sete pessoas para invadir a Casa da Moeda Real da Espanha e imprimir 2.4 bilhões de euros. Após o sucesso do primeiro plano, a equipe se reúne para um desafio ainda maior: roubar o ouro do Banco da Espanha. Esta é a obra-prima que define as regras do universo.
Nota IMDb: 8.2/10
Conexão Canônica: Assistir após Berlim dá um peso emocional único à trajetória dos personagens, especialmente à relação entre os irmãos e ao destino final de Andrés.
3. Money Heist: The Phenomenon (2020)

Direção: Luis Alfaro e Pablo Lejarreta
Este documentário essencial investiga como uma série quase cancelada se transformou no maior fenômeno global de streaming não anglófono. Revela bastidores, o processo criativo e o impacto cultural da música “Bella Ciao”.
Nota IMDb: 7.5/10
Conexão Canônica: É um complemento documental que deve ser visto após a série original para apreciar a dimensão do feito real por trás das câmeras.
4. La Casa de Papel: De Tóquio a Berlim (2021)

Formato: Documentário Especial em Duas Partes
O epílogo emocional oficial da saga. Foca exclusivamente nos bastidores da última temporada e no encerramento da história. É uma despedida íntima, mostrando a reação do elenco ao filmar as cenas finais e os desafios técnicos de criar um desfecho épico.
Momento Ideal: Imediatamente após o final da Parte 5 da série original.
5. La Casa de Papel: Coreia (2022)

Direção: Kim Hong-sun
A expansão internacional. Um remake que transporta a premissa para uma Coreia reunificada à beira de uma crise. Park Sun-ho (Yoo Ji-tae) é o Professor nesta releitura que incorpora conflitos sociais específicos da península coreana.
Nota IMDb: 5.9/10
Conexão Canônica: Esta produção é um remake em um universo paralelo, sem conexão narrativa com a série espanhola. Pode ser assistida como uma experiência alternativa.
O Legado de La Casa de Papel: Muito Além do Assalto
Seguir a jornada em ordem cronológica interna – começando pela exuberância de Paris em Berlim, passando pela tensão épica da série original e culminando no fechamento emocional dos documentários – revela a verdadeira maestria narrativa de Álex Pina. A franquia construiu um mito moderno sobre legado, família e as cicatrizes do passado.
A jornada ainda não acabou. Com o sucesso da nova temporada de Berlim em 2026, o universo continua a se expandir, provando que o passado dos personagens é um território tão rico quanto seus assaltos futuros.
E você, qual dessas produções mais ressoou com você? A intensidade da obra original ou o charme de Berlim? Conte nos comentários qual personagem você gostaria de ver em um próximo spin-off!
